12/08/2011

[Resenha] Não Sou Este Tipo de Garota


Perversa ou inofensiva?
Confiável ou hipócrita?
Controlada ou insensata?

A vida é feita de escolhas, e Natalie Sterling se orgulha de suas decisões.
Mas será que agora conseguirá escolher o caminho certo?
Ainda continuará sendo o mesmo tipo de garota até a formatura?

Sterling cursa o último ano na Academia Ross. Seus planos se baseiam em tirar as melhores notas, ser a presidente do conselho estudantil e servir de exemplo às outras garotas da escola, que parecem não perceber o quanto suas decisões afetam sua vida futura. Tudo isso na companhia de sua melhor amiga, Autumm.
Mas, sem que ela perceba, sua vida muda drasticamente de direção quando ela reencontra Spencer, que não é a mesma do tempo em que Natalie fora sua babá. A garota, de apenas 14 anos, quer apenas se divertir e não se importa com o que os outros pensam sobre ela. Claro que Natalie, certinha e orgulhosa do jeito que é, não quer ser comparada àquela garota "vulgar". Mas será que Natalie realmente não é este tipo de garota?
Talvez, antes de começar a prestar mais atenção em Connor Hughes, ela pudesse responder à esta pergunta sem titubear. Mas o que seria aquele frio na barriga que ela sentia quando o via? Aquela vontade de ser notada? De parecer durona, mesmo estando derretendo por dentro?
Ela se apaixonou. E agora tem medo de ser magoada como aconteceu com a sua melhor amiga. Tem medo de estragar sua reputação, que é o que mais importa para ela. Tem medo de cometer um deslize e estragar suas chances de ir para uma faculdade de prestígio.
Quer saber? Às vezes, nós temos que enfrentar nosso medos cara-a-cara. E é isso que ela faz. Como? Bem, pra descobrir isso vocês terão que ler o livro!
Me identifiquei muito com a personagem pela sua determinação em se provar pelas suas capacidades intelectuais, não pelo seu exterior. Apesar disso, Natalie não é um personagem que cativa, não é um personagem complexo que faz com que você queira descobrir todos os seus segredos e como ele pensa e o que passa por sua cabeça... Na verdade, apenas Spencer é assim. Nenhum dos outros personagens de Siobhan Vivian faz isso com o leitor. Eles apenas cumprem o seu papel. Nada a mais. Acho que eles deveriam ter sido mais trabalhados, assim como o final que é muito corrido. A autora deveria ter se aprofundado mais em alguns pontos e abordado com mais intensidade a linha para a qual ela levou a história.
Enfim, é um livro que eu recomendo. A leitura é divertida e reflexiva. Perdi as contas de quantas vezes me peguei rindo sozinha na escola com o livro camuflado dentro de um livro didático (quem nunca fez isso, que mande a primeira pedra!) e de como refleti sobre assuntos como julgar as pessoas pelas suas decisões. Só faltou ser apaixonante.