05/11/2011

[Resenha] A Vidente


Estamos no século XVIII, na Inglaterra georgiana.
Como todas as gerações de sua família, Chloe Wherlocke possui habilidades especiais, e o seu dom é ver além da visão física. Em 1785 ela prevê a morte de uma mulher que acabara de dar a luz e toda uma trama para atender a motivos escusos. Ao encontrar uma criança abandonada para morrer ao lado do corpo da mãe, ela salva o bebê e o cria escondido do mundo. Fazia isso por amor, mas talvez houvesse neste gesto alguma força do destino...
Com o passar dos anos, Chloe descobriu que o encontro com a criança não havia sido uma simples coincidência, e percebeu, pouco a pouco, um desenrolar de acontecimentos que envolviam todos os membros de sua família, num jogo de traições, mentiras e assassinatos.
Consciente de tudo, ela precisa ser rápida para salvar a vida do pai do menino, o conde Julian Kenwood, e avisá-lo que o filho não morreu. Mas, ao se aproximar da família Kenwood, Chloe percebe seu sentimento de proteção por Julian se transformar enquanto a cada momento tudo fica mais perigoso.


A cada dia que passa minha personalidade "do contra" fica mais aparente. Quando li Questões do Coração fui contra a corrente e fiz uma resenha negativa. E agora, com A Vidente (Editora Lua de Papel, 224 páginas) fiz exatamente o contrário! Como sempre, fui dar um confere na página do livro no Skoob e quão grande foi a minha surpresa ao ver zilhões de críticas negativas, falando que o livro não valia a pena, que era frustrante e que a capa havia sido uma armadilha para os leitores!
Sim, concordo que a capa é linda, e que poderia muito bem enganar leitores desatentos. E aquele lacinho então, vamos admitir, encanta qualquer um. Isso foi tanto um ponto positivo quanto negativo, na minha opinião. Positivo porque mostra o ótimo trabalho que a editora está fazendo, investindo nos lançamentos e deixando-os maravilhos. Negativo porque a capa faz com que as pessoas comprem o livro sem ao menos saber do que se trata! Cansei de ler comentários do tipo "ah, pensei que fosse algum romance água-com-açucar, não gosto desse tipo de livro!". Ainda mais levando em conta que a autora, Hannah Howell é responsável também por diversos livros de banca. Ai é que o trem desandou mesmo.
Eu, sinceramente, gostei muito do livro. Não vai pra minha estante de preferidos, mas é uma leitura agradável e que consegue, sim, prender o leitor. Os personagens são fortes e têm personalidades marcantes, a trama é boa e o suspense se encontra na dose certa. Concordo com a opinião de alguns usuários do Skoob ao dizer que Hannah deveria ter prestado um pouco mais de atenção à época em que a história ocorria, mas o resto me agradou completamente!
É um livro que recomendo para vocês, que gostam de ação, romance, suspense, espadas se cruzando e muito tiroteio.