03/12/2011

[Resenha] O Código dos Cavaleiros


O Código dos Cavaleiros retrata a jornada de um jovem camponês que deseja se transformar em um cavaleiro; um garoto chamado Lino que sonha em se tornar um honrado e poderoso combatente, um homem capaz de proteger os fracos e oprimidos, como os cavaleiros das grandes histórias. Porém, ao encontrar um nobre e seu companheiro de viagens, o mundo da cavalaria se mostra muito diferente de tudo o que ele imaginara. Lino passa, então, por algumas revelações capazes de mudar sua percepção de mundo.
A história satiriza os clássicos contos de cavalaria medieval, revelando aspectos com os quais os leitores podem se identificar, em uma grande crítica ao momento atual de nossa sociedade. A narrativa possui características cômicas, envolventes e instigantes que tornam a obra um leitura imprescindível e agradável.


Lino é um garoto pobre, que vive no campo, e luta diariamente pela sua sobrevivência e de seus familiares. Seu único conforto é pensar na vida melhor que virá quando finalmente realizar o sonho de ser um grande guerreiro, reconhecido por todos os reinos.
Suas desaventuras começam depois que ele resolve fugir de casa. Sozinho, sem rumo e com o seu suprimento alimentício chegando ao fim, a situação piora ainda mais quando é saqueado. Uma sorte grande disfarçada de azar, pois foi exatamente isso que o fez se encontrar com Demétrios e Bartô, o cavaleiro e seu representante, que se tornaram grandes amigos e companheiros em sua trajetória.
O Código dos Cavaleiros (Mutuus Editora, 202 páginas) nos apresenta uma história em nada original: um camponês sonhador, que desde pequeno quer se tornar um cavaleiro, com toda a honra e glória dinas de um. Porém, o modo como o autor abordou esse tema foi completamente novo -- pelo menos para mim. Não irei me aprofundar no assunto para não correr o risco de espalhar spoilers, mas foi uma visão do mundo medieval que me surpreendeu.
O livro me agradou, gostei bastante das lutas que foram travadas e me envolvi com a conspiração que foi tramada. Mas senti falta de um linguajar mais típico da época e de uma descrição mais detalhada dos personagens.
É pequeno e super fácil de ler: as letras são bem grandes e os capítulos voam. A narrativa de Leonardo prende o leitor, o que faz com que o livro acabe em um piscar de olhos.
Apesar de não ter me deixado com aquele misto de alívio, tristeza e saudade ao completar a leitura, achei uma obra interessante, que me fez refletir por alguns momento em qual seria a crítica que o autor estaria fazendo à nossa sociedade e o resultando foi mais que satisfatório.
Enfim, recomendo para aqueles aventureiros que não temem novos modos de encarar a cavalaria.