05/08/2012

Nas Entrelinhas com Leandro "Radrak" Reis


Leandro Reis Almeida, também conhecido como Radrak, é fã de Tolkien e Michael Ende. Ele nasceu em São José dos Campos/SP em 19/10/1979, onde mora até hoje, com sua esposa e dois gatos. Tem paixão pela Idade Média, mitologia e histórias de Alta Fantasia – o que começou com Willow na Terra da Magia e Mestres do Universo, entre outras produções. A Alta Fantasia acabou se tornando o seu estilo literário preferido, na leitura e na escrita. Ele só lamenta que tenha lido tão pouco até seus 25 anos.
Sendo bacharel em Computação, ele nunca se imaginou escrevendo livros e, até meados de 2005, pouco lia ou escrevia – criava lugares, personagens e culturas por hobby e por sua afinidade com RPGs. Mas o quadro mudou: em 2007, já produzia inúmeros contos, seu primeiro livro foi para avaliação da editora e ele seguiu escrevendo o segundo. Hoje, a produção literária é uma atividade que faz parte de seu cotidiano.
Leandro possui uma coleção de espadas e também um acervo de trilhas sonoras e miniaturas. Fascinado por histórias com dragões, elfos e magia, seus primeiros escritos se desenvolveram em um lugar fictício, chamado Grinmelken. Há mais de dez anos, o autor começou a imaginar as locações e personagens do lugar. Criou geografia, personagens e sociedades ali, depois de muita pesquisa, contos, discussões e imaginação a mil.
Os primeiros passos na carreira literária vieram em 2006, quando ele procurou comunidades e listas de literatura especulativa. Em 2008, estava no ar o site Grinmelken , que é periodicamente atualizado; é um espaço onde podemos encontrar inúmeros dados e material para acompanhar os livros da trilogia. O autor costuma pesquisar muito mais hoje do que no início da carreira: aprofunda-se na mitologia e procura os ângulos menos populares, para escrever de forma inovadora.
Leandro acredita que o sucesso de um escritor no Brasil é resultado da união de qualidade, sorte, afinidade com o público e muita divulgação. O autor também criou técnicas em sua própria jornada empreendida até a publicação: fez uma grande pesquisa de mercado e procurou saber como funcionava o mundo literário; conversou com escritores, traçou metas que considerou fundamentais ao livro e revisou-o com um profissional.
Enquanto trabalhava na divulgação no site, Leandro preparou um modelo em formato pronto, com revisão profissional, uma capa atraente e uma carta de apresentação. Enviou-o para algumas editoras, mas, ainda assim, houve algumas recusas. Foram quase dois anos até que ele obtivesse uma resposta, mas finalmente foi procurado pelo editor Rodrigo Courbe, da Editora Idea, que desejava lançá-lo antes mesmo do Natal de 2008.




A Entrevista
Paraíso da Leitura: Olá, Leandro. Obrigada por aceitar ceder esta entrevista ao Paraíso da Leitura!
LEANDRO: O prazer é todo meu! O legal das entrevistas é que, quando achamos que já perguntaram de tudo, surge algo inesperado, que nos dá a oportunidade de revelar curiosidades que até nós mesmos tínhamos esquecido. ^^

~Sobre a Obra
Paraíso da Leitura: O Legado de Goldshine é uma trilogia com uma clara base de RPG, num cenário medieval com lutas emocionantes de espadas permeadas com magia. De onde veio a inspiração para criar o universo de Grinmelken?
LEANDRO: Quando eu tinha 15 anos, fui chamado para jogar RPG na casa de um amigo chamado Welber Rocha. Lá, montei meu personagem e dei a ele o nome de Radrak. A aventura seria jogada no mundo de Grinmelken, que ele estava criando. Contudo, apenas montamos os personagens, bebemos coca-cola e jogamos papo fora. O jogo em si, nunca aconteceu.
Frustrado, decidi que eu mesmo faria aquele jogo, e, alguns meses depois eu tinha criado por conta própria o meu Grinmelken e iniciamos a primeira de várias campanhas neste mundo.
Eu cresci, evolui, e o mundo me acompanhou. Vários anos depois, encontrei o Welber e contei que estávamos jogando em Grinmelken. Ele achou o máximo. E olha que, na ocasião ele nem imaginava que Grinmlken traria livros que seriam conhecidos em cada estado do Brasil.
O interessante é que, somente agora, no lançamento do Garras de Grifo, ele conseguiu comparecer e eu pude homenageá-lo por ter acendido o fogo que dominou minha imaginação e ainda persiste hoje, dezessete anos depois.

Paraíso da Leitura: Você esperava que seus livros recebessem o feedback que receberam?
LEANDRO: Como todo autor estreante, eu tinha a expectativa de que adorassem meu trabalho. Contudo, admito que só depois de publicado, entendi realmente o que é receber comentários, bons e ruins, sobre algo em que dediquei tanto tempo.
É uma sensação única, que mostra o quanto estamos interligados.

Paraíso da Leitura: Seu novo livro, Garras de Grifo, se passa no mesmo universo, porém muitos anos após a finalização do Legado de Goldshine. O que encontraremos de novo e com o que já estaremos familiarizados?
LEANDRO: O Garras é uma história bem mais selvagem que o Legado. Ele nos traz um mundo onde, por algum motivo, os magos perderam o poder. Ainda temos feitos mágicos realizados por sacerdotes poderosos, contudo, diferente da história anterior, esta é uma aventura “Low Fantasy”.
O cenário, contudo é familiar aos que já acompanharam a trilogida do Legado Goldshine. Personagens antigos são citados e, além de termos um elfo comedor de maçãs nessa história, também temos um rapaz ruivo, cuja testa ostenta um rubi.
O toque de comédia, os combates ferozes, as tramas intrincadas e reviravoltas que surpreenderam no Legado também estarão aqui, fazendo com que meus antigos leitores se sintam em casa e mostrando aos novos um gostinho do que podem encontrar na trilogia.

Paraíso da Leitura: Quando faço esta pergunta aos autores, eles geralmente respondem que "entre filhos não há preferência". Mas eu não resisto à tentação e vou perguntar do mesmo jeito: qual seu personagem preferido? Confesso ter uma quedinha por Gawyn.
LEANDRO: Meu personagem favorito também é o Gawyn. Gosto muito do tom descontraído dele. Gosto do passado sombrio e misterioso. Ele já esteve do lado do mal, como a Iallanara está, e, por conta de um Campeão, ele deixou tal vida e hoje tem um dos corações mais puros e fieis dentre os protagonistas.
Não à toa, escrevi os contos “A Lenda da Garganta do Macaco” e “A Dama Inevitável”, ambos trazendo a história de Gawyn.
Com o fim do Legado e os acontecimentos de Enelock, acredito que este espadachim completa sua formação como herói. Estou ansioso por vê-lo mais vezes.

~Sobre seus Métodos
Paraíso da Leitura: Qual o horário em que você geralmente escreve? E quantas horas passa escrevendo, por dia?
LEANDRO: Meu horário não é fixo. Durante a semana, costumo escrever à noite. No fim de semana, acordo cedo e parto para o computador. Eu tenho a meta de escrever 8 a 12 horas por semana e distribuo isso conforme minha agenda permitir.
Uma curiosidade: Sempre tiro uma folga de 2 meses, depois de fechar um livro, para poder sair dos vícios de narrativa daquela obra e para descansar também.

Paraíso da Leitura: Quanto tempo você demora para escrever um livro?
LEANDRO: Hoje, levo seis meses para escrever uma história como a do livro Garras de Grifo.

Paraíso da Leitura: Você escreve por gostar ou profissionalmente?
LEANDRO: Ambos! Comecei um hobbie, mas como tenho sérias dificuldades em fazer algo sem levar aquilo a sério, logo comecei a tratar Grinmelken como uma atividade profissional.

Paraíso da Leitura: Seus personagens têm personalidades incrivelmente fortes e algumas vezes até opostas, como no caso de Galatea e Iallanara. Como é a experiência de criar um personagem?
LEANDRO: Como narrador e jogador de RPG, criar personagens tornou-se algo natural para mim. Sinto muita facilidade para definir o histórico e o modus operandi deles, colocando pontos interessantes em suas vidas, para que eles tornem-se interessantes aos leitores. Iallanara é uma Templaris – raça de origem celestial – que foi corrompida. Galatea é uma Campeã Sagrada que sofreu um acidente e morreu, quando criança. Gawyn foi um ladrão que teve suas orelhas cortadas para que não descobrissem sua origem élfica, mas tornou-se um espadachim à serviço de um dos reinos mais justos. Por aí vai. Conceitos simples, que dão um ponta pé inicial a eles.
No entanto, o segredo das personalidades fortes é mérito do RPG. Vários dos personagens utilizados no Legado e no Garras de Grifo foram utilizados em jogos e vivenciaram um monte de coisa, moldando a personalidade inicial deles. Tem muita história deles não contada nos livros, mas que está lá, acompanhando-os, deixando alguns comportamentos mais realistas.

Paraíso da Leitura: Seu site, Grinmelken, sempre tem novidades, novos contos... Você acha que isso auxilia a atrair mais leitores para os seus livros?
LEANDRO: Sim, a cada dia o acesso ao meu site aumenta. A maioria são pessoas em buscas de contos, que costumam degustar os fragmentos de Grinmelken que deixo por lá, encontrando suspense, aventura, comédia e, logo em seguida, acabam indo atrás dos livros.
Hoje, os contos mais lidos são “A Dama Noturna”, “A Bruxa Vermelha” e “Esperança Corrompida”. Isso me faz lembrar que preciso terminar alguns contos, para postá-los lá no site. O último, chamado de “Ruínas de Aço” serviu de prelúdio para o Garras de Grifo e já chamou a atenção da galera.
É muito legal fazer isso, mesclar os contos às histórias do livro. Acabo criando uma cultura em torno de Grinmelken, deixando as discussões entre leitores muito divertidas.

Paraíso da Leitura: Como é o processo de escrita de seus livros? Você é linear ou vai escrevendo trechos e juntando tudo depois?
LEANDRO: Sou extremamente linear e fiel com um livro. Escrevo sempre uma história por vez, e sigo do primeiro ao último capítulo, sem pular nenhum. Para não falar que sou tão fiel assim, admito que escrevo um ou outro conto enquanto estou no processo de criação. Ainda assim, esses contos, em geral, possuem uma parcela da obra.

~Sobre o Autor
Paraíso da Leitura: Quais suas obras e estilos literários preferidos?
LEANDRO: Gosto muito da história sem fim, é uma obra de leitura rápida, mas com uma história extraordinária! Toda obra de fantasia me atrai, de Tolkien à Martim.
Também gosto de romances de capa e espada. Os três Mosqueteiros, do Alexandre Dumas, também vigora entre minhas obras prediletas.
Além de fantasia, gosto de suspense e do sobrenatural. Sou fã de Stephen King e arranco um pouco de inspiração das histórias fantásticas ele escreve.

Paraíso da Leitura: Se pudesse ser um personagem de ficção, qual seria e por que?
LEANDRO: Acredito que eu seria um dragão. Algo como o Darantas, o famoso Nogard de minhas histórias. Ele é um dragão honrado, inteligente e sábio, que busca auxiliar os homens na luta contra tudo que for errado e na tomada de decisões difíceis. Ele é um poderoso protetor do bem.

Paraíso da Leitura: Você já praticou algum preconceito literário, como julgar um livro pela capa?
LEANDRO: Uma capa reflete o cuidado com que a obra está sendo tratada. Ela não consiste em um simples desenho ou letras. Ela mostra como o grupo que publicou o livro o está apresentando a você. Lembrando que uma capa simples não é uma capa ruim. Às vezes, simples letras douradas são o suficiente, pois o título faz parte da capa.
Contudo, não encaro isso como preconceito. Encaro como parte de uma escolha. Não deixo de comprar um livro por ter uma capa ou título ruim. Eu deixo de comprá-lo por que a capa e título não me revelou nada do que há ali naquelas páginas, enquanto a capa de um das centenas dos concorrentes, disse-me: Essa é a história de um viajante e músico, que está à frente de um reino medieval a ser explorado, e ele tem alguma magia, pois o viajante sabe o nome do vento.

Paraíso da Leitura: Com quantos anos você começou a escrever?
LEANDRO: Eu sempre escrevi textos aqui e acolá. Fazia redações na escola, escrevia pequenos contos e fazia descrições de personagens e lugares de Grinmelken. Mas escrever mesmo, eu comecei com uns 24, mais ou menos.

Paraíso da Leitura: Atualmente você trabalha exclusivamente como escritor? Como é a sua rotina?
LEANDRO: Durante a semana, trabalho cerca de 9 horas diárias, como Analista de Sistemas, em uma empresa integradora de tecnologias, aqui em São José dos Campos. O tempo restante, gasto divertindo-me com séries, games, animes, livros, rpg, palestras em escolas e eventos e, claro, escrevendo. Tudo, acompanhado da minha querida esposa Priscila Cunha.
Exceto pelas horas obrigatórias na empresa em que trabalho, minha semana não possui uma rotina. Faço o que estou com vontade. Por isso, quando estou escrevendo, faço com paixão.

~Divida conosco suas opiniões
Paraíso da Leitura: Em algumas pesquisas, foi verificado que o cidadão brasileiro lê, em média, 4 livros por ano. O que você acha que ocasiona isso e como este resultado poderia ser melhorado?
LEANDRO: Acredito que a causa disso é uma base fraca no ensino. Acredito que a estatística seja pior do que esta. Quando descobrimos que metade da população não lê nada, é onde percebemos porque a média está baixa.
A solução para isso? Ensino. Escolas que dedicam tempo e importância às salas de leitura estão no caminho certo. Aqui em São José dos Campos, a Secretaria de Ensino faz um trabalho espetacular com as escolas públicas. Em palestra, numa delas, conheci uma estudante que havia ganhado o prêmio de maior leitora da escola, com 135 livros lidos no ano. Os colegas a seguiam de modo modesto, entre os 50 a 70 livros.
Como nós, escritores e blogueiros podemos ajudar? Indo em escolas e dando palestras de incentivo à leitura. Não aquelas palestras de “vocês precisam ler porque é bom”, mas palestras mostrando os mundos fantásticos que amamos e conquistando leitores para elas.
Outra forma de ajudar é escrevendo histórias que atinjam o publico mais novo, conquistando-os para a leitura. Rick Riordan está fazendo isso e eu vejo o resultado, em todas as feiras e eventos que eu vou.

Paraíso da Leitura: Nenhum brasileiro foi Prêmio Nobel. O que você acha que nossos escritores precisam para um dia receber o Nobel da Literatura?
LEANDRO: Está aí uma pergunta que não sei responder. Mas fica a reflexão: Se nenhum brasileiro foi Nobel, é porque os brasileiros ainda não fizeram alguma contribuição extremamente notável, para o mundo.
Ou fizeram e outra pessoa levou o crédito...
Enfim, é só um prêmio. O fato é que devemos nos preocupar em contribuir para a evolução tecnológica, espiritual e social da humanidade. Se não estamos fazendo isso, estamos fazendo o quê? Apenas sobrevivendo, enquanto o mundo gira...

Paraíso da Leitura: Você acha que o gênero Fantasia tem pouco espaço no Brasil?
LEANDRO: O gênero de Fantasia era uma bexiga vazia, uma década atrás. Desde então, pessoas tem tentado enchê-la. O André Vianco batalhou duro, enchendo-a aos poucos. A J.K. e a Stephenie, lá de longe, deram uma boa soprada nela. O Rick veio e contribuiu; O Eduardo Spohr respirou fundo e colocou sua parte, junto de muitos escritores nacionais e internacionais, divulgando, soprando, mantendo aquela bexiga em constante crescimento.
Agora o Martim está aí, soprando forte.
Logo essa bexiga estourará e não mais diremos que a fantasia tem pouco espaço aqui.

Paraíso da Leitura: Quando na publicação de seu livro, você enfrentou muitos obstáculos? Quais foram eles e o que poderia ser feito para que novos autores não tenham a mesma dificuldade para publicar suas obras?
LEANDRO: A publicação foi realmente a parte mais complicada para dar o primeiro passo como escritor, porém, acredito que me preparei bem para ela e, por isso, tive sucesso. Eu já havia feito uma pesquisa de mercado e conversado com vários escritores recém publicados. Segui todas as dicas que deram: revisão profissional, um original com capa chamativa e carta de apresentação. Mesmo assim, todas as editoras grandes e algumas das menores recusaram. O interessante é que elas elogiavam a obra, mas recusavam... Até da Rocco recebi resposta, e dizem que é raro. Foram quase dois anos de procura e espera até encontrar a Editora Idea, que decidiu apostar na Saga e iniciou ali uma valiosa relação de amizade entre escritor e editora.
Para quem está procurando a publicação, não há caminho fácil nem fórmula mágica. Cada editora tem sua cultura e para cada uma a abordagem será diferente. Aos escritores, resta estudar o mercado literário, conhecer as editoras à fundo, criar rede de contatos e ter muita paciência.
Para quem está começando a escrever, vai a principal dica: Não escreva trilogias. Tenho vários motivos e tenho um post no meu blog falando apenas disso, contudo fica o principal: A maioria das recusas precoces – sem nem ler o livro - em editoras, é devido ao autor enviar um livro incompleto, o qual será finalizado em outros volumes que ainda serão escritos.
Façam um romance de volume único, mostrem do que são capazes, conquistem a editora e, só depois, apresente sua trilogia. Aí sim, a coisa vai correr bem.

Paraíso da Leitura: Você acha que os autores brasileiros são pouco valorizados no seu próprio país?
LEANDRO: Acredito que a leitura seja pouco valorizada. Os autores, é consequência.
Porém, se pegarmos o público leitor, nunca, nesses quatro anos de eventos e bienais, vi alguém torcer o nariz quando me apresentei como escritor. Pelo contrário, todos sorriem e querem saber mais da minha história.

Paraíso da Leitura: Quais as dicas que você dá aos iniciantes, para terem mais chances de alcançar o sucesso?
LEANDRO: Saber ouvir é a principal dica. Ao apresentar seus trabalhos e receber ciritcas, ouça-as e use-as para aprimorar sua escrita.
Muita gente escreve um livro e acha que ele é o máximo, que deve ser publicado, etc. E, na verdade, aquele é o primeiro livro escrito. É apenas o rascunho de alguém que começou a escrever. Ainda haverá muitos outros livros e, após melhorar e aprender com cada um deles, o escritor provavelmente criará algo muito bom. Mas, dificilmente será o primeiro livro.
Por isso as criticas são tão importantes nessa fase. As criticas ajudam a tornar esse primeiro trabalho, esse rascunho, em algo melhor. E isso aumentará as chances da pessoa ser publicada.
No mais, escrever um livro de volume único, primeiro, é bom.
Escrever contos também ajuda muito. Contos treinam nossa capacidade de prender a atenção em poucas páginas. Escrevi vários contos antes do Legado. Muitos eu nunca mostrarei a ninguém. rsrs

Paraíso da Leitura: Novamente, agradeço pela entrevista. Gostaria de deixar um recado para os seus leitores e fãs?
LEANDRO: Eu é que agradeço as perguntas inteligentes! Adorei a entrevista.
De recado, deixarei dois, um atemporal e outro com data marcada.
Primeiro o atemporal: Gostaria de pedir a vocês, leitores que estão conhecendo essa nova geração de escritores de fantasia nacional, que ajudem-nos a divulgar nosso trabalho. Quando gostarem de um livro, comentem-nos nas redes sociais e indiquem-nos aos amigos. Compartilhando tais trabalhos com os seus conhecidos, vocês estarão aumentando a visualização dos autores nacionais e, consequentemente, farão com que eles sejam mais lidos e escrevam novos romances.
No mais, a Bienal de São Paulo está aí. Estarei por lá nos dias 11, 12, 18 e 19 de Agosto, autografando livros e batendo papo no estande da Editora Cuore (E99). Convido os curiosos e fãs da fantasia para virem me conhecer e a conhecer o Legado e o Garras de Grifo.
No dia 12 de Agosto, em especial, das 12h00 às 14h00, haverá um encontro neste mesmo estande, simbolizando o lançamento do Garras de Grifo em São Paulo. Fica o convite a todos!