19/06/2014

[Resenha] Academia de Vampiros


A primeira coisa que você precisa saber é que vampiros existem. A segunda é que nem todos eles são do mal. Existem os Moroi, vampiros vivos que tem magia fluindo em suas veias e que se alimentam dos fornecedores - humanos que, por vontade própria, doam seu sangue para eles. Quando um Moroi mata aquele de que está se alimentando de propósito ele se torna um Strigoi: um vampiro morto-vivo, aquele do qual todas as lendas aterrorizadoras falam. Eles não podem sair ao sol, matam suas presas e são tão cruéis quanto parecem. O sangue dos Moroi os fortalece e os torna imortais. Por isso existem os dampiros, meio humanos e meio vampiros, que são treinados por toda a vida para se tornarem guardiões daqueles dos quais dependem para que sua própria espécie exista.

Academia de Vampiros conta a estória de Rose Hathaway, uma dampira cuja meta de vida é proteger sua melhor amiga Moroi, Vasilisa Dragomir. Lissa, como a chamam, não é apenas a princesa de uma das treze famílias reais, como também a última de sua linhagem, o que torna a missão de Rose ainda mais importante. A jornada dessas duas começa quando, com apenas quinze anos, fogem da São Vladimir, escola de vampiros, e termina muito tempo depois quando, com muitos sacríficios, são capazes de estabelecer um pouco da ordem no mundo vampírico.
Durante toda a narrativa os personagens são cativantes. Entretanto, apresentam uma grande diferença entre o primeiro livro e o ultimo: enquanto no começo são apenas garotas imaturas apenas aprendendo a viver, no final já são mulheres com grandes responsabilidades e com igual sabedoria. Acompanhar esse progresso passo a passo faz com que criemos ligações cada vez mais profundas com as personagens.
O decorrer da estória é simplesmente magnífico. Richelle Mead prende o leitor com suas palavras, cria um suspense de doer o peito e nos surpreende das maneiras mais inesperadas possíveis. Sobre essa série, só posso dizer uma coisa: a sede que o leitor sente pelo enredo é semelhante à sede dos Strigoi por sangue. Insaciável.