16/09/2015

[Resenha] It: A Coisa

Título Original: It
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Páginas: 1104

Durante as férias escolares de 1958, em Derry, pacata cidadezinha do Maine, Bill, Richie, Stan, Mike, Eddie, Ben e Beverly aprenderam o real sentido da amizade, do amor, da confiança e... do medo. O mais profundo e tenebroso medo. Naquele verão, eles enfrentaram pela primeira vez a Coisa, um ser sobrenatural e maligno que deixou terríveis marcas de sangue em Derry. Quase trinta anos depois, os amigos voltam a se encontrar. Uma nova onda de terror tomou a pequena cidade. Mike Hanlon, o único que permanece em Derry, dá o sinal. Precisam unir forças novamente. A Coisa volta a atacar e eles devem cumprir a promessa selada com sangue que fizeram quando crianças. Só eles têm a chave do enigma. Só eles sabem o que se esconde nas entranhas de Derry. O tempo é curto, mas somente eles podem vencer a Coisa. Em 'It - A Coisa', clássico de Stephen King em nova edição, os amigos irão até o fim, mesmo que isso signifique ultrapassar os próprios limites.


O que todas as crianças temem? O Bicho Papão, o monstro no armário ou o homem da sacola? Nada disso, algumas podem até temer esses seres misteriosos, mas só uma coisa aterroriza todas as crianças, independente do país ou cultura: Palhaços.
É o ano de 1958 e a tranquila Derry, Maine, enfrenta uma forte temporada de chuvas e alagamentos logo no início das férias de verão. Sete crianças vêem seu destino entrelaçado por coincidências (será mesmo obra do mero acaso?) e tornam-se amigos inseparáveis, como diria o ditado: pro que der e vier. Elas só não imaginavam que o que viria a seguir estava além de qualquer explicação...
Como se enchentes não fossem o suficiente, Derry também enfrenta uma série de desaparecimentos e mortes brutais, todas envolvendo crianças de 3 a 16 anos. Bill, Richie, Stan, Mike, Eddie, Ben e Beverly após uma gama de eventos se envolvem com esses acontecimentos e descobrem quem, ou o que, está por trás disso. Juntos matam (ou pelo menos foi o que pensaram) a criatura e impedem que mais crianças sejam retiradas de seus lares, todavia isso está longe do fim. Anos mais tarde, mais precisamente no ano de 1985, tendo os sete seguido caminhos diferentes e perdido contado há muito tempo, ficam sabendo que sua cidade natal sofre novamente com aquilo que haviam pensado ter destruído. Para cumprir uma promessa esquecida, aqueles que um dia foram inseparáveis devem retornar para um local de lembranças e medos e, unidos devem derrotar o palhaço Pennywise, também conhecido como A Coisa.

“- Eles flutuam – disse o palhaço. – Aqui embaixo todos nós flutuamos; em pouco tempo, seu amigo também vai flutuar.” Página 42.

Uma característica marcante é a conexão com uma série escrita pelo mesmo autor. Aqueles que leram A Torre Negra devem encontrar diversas referências, ouso até dizer que ambas as obras se passam no mesmo universo, sendo a primeira compreendida completamente apenas após a leitura da segunda, mas isso não passa da mera especulação de um leitor.
A Coisa, apesar de assustador por seu tamanho, merece o tempo gasto para lê-lo. Como em todos os livros que já li dele, Stephen King nos apresenta uma narrativa fluida, com elevado grau de detalhamento e viradas impressionantes. O autor nos apresenta um enredo que mistura o mundo fantástico das crianças, seus medos e ao mesmo tempo críticas a sociedade comtemporânea, além de ter uma certa base em fatos ocorridos no EUA  (ver John Wayne Gacy, o Palhaço Assassino).