30/11/2015

[Resenha] Rei Negro

Título Original: The King: Il Re Nero
Autor: Mark Menozzi
Editora: Gutenberg
Lançamento: 2009
Páginas: 399

Valdar é um mundo vasto e antigo, um universo habitado por povos profundamente diferentes entre si, que, ao longo dos séculos, foi sendo delineado pela beleza de suas civilizações e pela terrível e ancestral violência de suas guerras. Nessa impetuosa mistura de destinos de Valdar, a vida do jovem soberano Manatasi parece transcorrer ao largo dos grandes eventos que forjam a história do lugar. Porém, tudo está a ponto de mudar. A conclusão da construção de Kemyss, a babélica cidade da esperança, faz com que o Príncipe inicie uma jornada rumo aos majestosos muros da cidade, e, assim, dará início a uma grande viagem de descoberta. Manatasi deixa para trás suas florestas junto a Sirasa, fiel xamã de espírito irrequieto, e passará por aventuras e batalhas durante seu caminho. O Rei Negro é, ao mesmo tempo, uma saga fantástica tradicional, impulsionada pela força magnética e irrefreável de seu protagonista – primeiro herói negro do universo fantástico –, bem como um desafio literário novo.

Um continente antigo, dividido em reinos e ainda se recuperando da última guerra contra as trevas é palco daquilo que pode ser o início de uma nova carnificina. Manatasi, um jovem príncipe do Warantu, fica sabendo da construção de Kemyss, erguida pelo rei Shamark como sinal de luz e esperança, e para lá se dirige a fim de perguntar aos filhos de Dayros se seu nome está escrito na roda da Fortuna. Nos arredores da cidade, o jovem guerreiro salva Kestel e sua mãe de sequestradores e então começa a ter sua sorte escrita. 

"Um velho ditado muito conhecido em toda Valdar dizia que "o único segredo que um guardião não conhece é, talvez, aquele que ainda não existe." Apesar das palavras de Caledon, a crença popular garantia que os guardiões sabiam de tudo, inclusive do futuro."

Transformar uma campanha de RPG em um livro não deve ser uma tarefa fácil. Batalhas em turnos que devem ser descritos todos de uma vez só e amigos sem qualquer dom para interpretação que de repente se tornam personagens. Mas, Mark Menozzi conseguiu superar estes obstáculos e escrever um livro digno do tempo despendido nele. Com uma narrativa rápida, personagens cativantes e histórias entrelaçadas, o autor cria uma mundo de possibilidades que pode ou não terminar na última página do livro.