28/02/2016

[Resenha] Herdeiros de Atlântida

Autor: Eduardo Spohr
Série: Filhos do Éden
Editora: Verus
Lançamento: 2011
Páginas: 478

Há uma guerra no céu. O confronto civil entre o arcanjo Miguel e as tropas revolucionárias de seu irmão, Gabriel, devasta as sete camadas do paraíso. Com as legiões divididas, as fortalezas sitiadas, os generais estabeleceram um armistício na terra, uma trégua frágil e delicada, que pode desmoronar a qualquer instante.
Enquanto os querubins se enfrentam num embate de sangue e espadas, dois anjos são enviados ao mundo físico com a tarefa de resgatar Kaira, uma capitã dos exércitos rebeldes, desaparecida enquanto investigava uma suposta violação do tratado. A missão revelará as tramas de uma conspiração milenar, um plano que, se concluído, reverterá o equilíbrio de forças no céu e ameaçará toda vida humana na terra.
Ao lado de Denyel, um ex-espião em busca de anistia, os celestiais partirão em uma jornada através de cidades, selvas e mares, enfrentarão demônios e deuses, numa trilha que os levará às ruínas da maior nação terrena anterior ao dilúvio – o reino perdido de Atlântida.

O Paraíso está em guerra e o destino dela depende de uma ishin sem memórias e de um querubim exilado. Seguindo os passos de Kaira e Denyel, partimos em uma aventura cheia de mistérios. Apesar da relação inicialmente conflituosa entre os protagonistas, ambos devem cooperar para salvarem seus amigos e conseguirem chegar a uma das maiores lendas da humanidade - Atlântida.
Mais uma vez, Eduard Spohr nos apresenta um mundo repleto de mitologias, lendas e crenças, um mundo simplesmente incrível. Com sua linguagem simples, mas bem elaborada, o autor nos prende através da trama, nos instiga por meio das ideias e nos emociona com seus personagens. 
Apresentado no mesmo universo do seu livro anterior, A Batalha do Apocalipse, o narrador mostra uma outra parte da história, que a princípio não possui qualquer relação com a jornada de Ablon. Mas, quem sabe Spohr não nos surpreenda?

Anjos e homens são iguais em muitos aspectos e completamente diferente em outros. Todos os seres vivos - e até alguns objetos - têm seu reflexo no mundo espiritual. A esse reflexo, chamamos de espírito. A fonte vital que alimenta o espírito, no entanto, difere de caso para caso. Os mortais são movidos pela força da alma, o Sopro de Deus, um presente divino que encerra a maior dádiva terrestre: o livre-arbítrio. Já os celestes são regidos pelos instintos da casta, cada qual com sua função, como insetos em uma colônia.