29/02/2016

[Resenha] Razão e Sensibilidade

Autor: Jane Austen
Editora: Martin Claret
Lançamento: 1811
Páginas: 233

A história relata os relacionamentos de Elinor e Marianne Dashwood, duas filhas do segundo casamento de Mr. Dashwood. Elas têm uma jovem irmã, Margaret, e um meio-irmão mais velho, John. Quando seu pai morre, a propriedade da família passa para John, o único filho homem, e as mulheres Dashwood se vêem em circunstâncias adversas. O romance relata a mudança das irmãs Dashwood para uma nova casa, mais simples e distante, e seus relacionamentos. O contraste entre as irmãs, mostrando Elinor mais racional e Mariane mais emotiva e passional, é resolvido quando cada uma encontra, à sua maneira, a felicidade. Ao longo da história, Elinor e Marianne buscam o equilíbrio entre a razão (ou pura lógica) e a sensibilidade (ou pura emoção) na vida e no amor.

Primeiro livro publicado pela autora, em 1811, Razão e Sensibilidade narra a história das irmãs Elinor e Marianne Dashwood que, filhas do segundo casamento do pai, após sua morte são obrigadas a mudarem-se com a mãe e a irmã mais nova para uma casa mais humilde, em posse de parcos recursos financeiros. Tudo o que antes conheciam foi herdado pelo irmão mais velho, John Dashwood e sua odiosa esposa que, egoísta como era, convenceu o marido de que em nada lhes devia ajudar.
Elinor nutre um sentimento contido e secreto por Edward, irmão de sua cunhada. No entanto, sendo racional como sempre foi, sabe que uma união entre eles jamais será bem vista pela sociedade, devido ao fato do mesmo ser herdeiro de uma grande fortuna. 
Marianne, por mais fascinante que seja a ideia de um único e constante amor e apesar de tudo o que se possa dizer sobre a felicidade de alguém depender completamente de uma pessoa determinada, as coisas não devem ser assim, nem é adequado ou possível que o sejam.
Marianne, por outro lado, representando a sensibilidade com toda a sua impulsividade e irresponsabilidade, apaixona-se perdidamente por Willoughby, rapaz desconhecido e tão sensível quanto a mesma. Juntos, desdenham a sociedade local e implicam com um possível e indesejado pretendente da moça: o Coronel Brandon, cuja diferença de idade Marianne repudia com grande veemência. Ambas, para conseguirem ser felizes, precisam aprender a ser um pouco mais como a outra, não é possível ser apenas razão, assim como ser somente sentimento também não traz felicidade.
Sutilmente Jane Austen nos mostra a Inglaterra de meados de 1800, com seus costumes, hipocrisias, mentiras, interesses, fofocas e homens e mulheres presos às convenções sociais e ao capital: fazer um bom casamento, é sobre isso que a vida realmente importa. 
Mas enquanto a imaginação das outras pessoas as levar a fazer julgamentos errados sobre a nossa conduta e a avaliá-la de acordo com aparências superficiais, nossa felicidade estará sempre de algum modo à mercê do acaso.