26/08/2016

Jovens e brutais: as crianças assassinas mais assustadoras da história

Ler sobre crianças cruéis ou vê-las em um filmes é muito diferente de saber que elas realmente existem. A postagem de hoje é um desafio à sua coragem: histórias factuais sobre crianças que desenvolveram cedo uma sede insaciável de matar e cometer crimes hediondos.

Beth Thomas

Beth tinha um constante desejo de matar a família inteira. A criança inclusive chegou guardar facas de cozinha para matar seus pais adotivos. Ela apresentava diversos sintomas de psicopatia: planejava de forma fria e calma a morte de seus familiares sem culpa ou remorso. O que mais assustava era que a menina sabia o significado e o resultado de suas ações.
Ela e seu irmão mais novo, Jonathan, foram adotados na década de 80. O casal levou os dois irmãos para casa sem ter conhecimento do abuso que os irmãos sofreram do pai biológico. Beth foi encontrada gritando em seu próprio quarto e Jonathan foi encontrado em seu berço com uma garrafa de leite coalhado.
Beth apresentava um alto grau de violência, hostilidade e um comportamento inadequado com as pessoas ao seu redor. Ela chegou a matar filhotes de pássaros em seus ninhos, tentou sufocar seu irmão mais novo enquanto ele dormia, esfaqueou o cão da família e o perfurou com uma agulha, cortou um colega de classe com um caco de vidro além de se insinuar sexualmente para o seu avô.

Eric Smith

Aos 13 anos, Eric Smith sofria bullying por causa de seus óculos de lentes grossas, sardas e cabelos ruivos. Ele descontou a sua fúria em um garotinho de quatro anos de idade chamado Derrick Robie. Eric andava de bicicleta, próximo a um parque infantil, quando avistou Derrick e o chamou para brincar num pequeno bosque próximo.
Lá, a pequena criança foi estrangulada, atingida com pedras na cabeça e sofreu violência sexual. Smith não soube explicar para a polícia sobre o que o levou a cometer tamanha barbaridade. Um psiquiatra diagnosticou Smith com transtorno explosivo intermitente, uma condição na qual uma pessoa não consegue controlar a raiva. Smith foi condenado à prisão, onde permanece até hoje.

Joshua Phillips

Joshua Phillips, na época com 14 anos, foi condenado pelo assassinato de uma menina de oito anos de sua vizinhança, em 1998. A vítima foi descoberta embaixo da cama do assassino pela mãe de Joshua, quando ela foi limpar o seu quarto. A menina estava desaparecida há sete dias, sendo que Joshua friamente se ofereceu como voluntário na comunidade, que convocou as pessoas para procurá-la.
De acordo com a polícia, ele a atingiu com um taco de baseball e depois a estrangulou com um fio de telefone em seu quarto, esfaqueando-a por fim com 11 punhaladas. Ele disse que o golpe com o taco foi acidental e ela começou a gritar, o que o levou aos outros incidentes que resultaram na morte. Joshua foi condenado por assassinato em primeiro grau e pegou prisão perpétua. Só não foi classificado para a pena de morte por ter menos de 16 anos na época.

Lionel Tate

Uma menina de seis anos, Tiffany Eunick, foi deixada pela mãe sob os cuidados da babá Kathleen Grossett. A cuidadora a levou para a sua casa, deixando-a vendo TV com o seu filho de 12 anos, Lionel Tate. Em certo momento, ouviu alguns barulhos, mas apenas gritou para as crianças, achando que elas estavam brincando, sem verificar o que havia acontecido.
Apenas 45 minutos depois, Lionel chamou a sua mãe e disse que Tiffany não estava respirando. Ele afirmou que estava brincando de luta livre com ela, que havia batido a cabeça e morreu. Entretanto, uma das causas da morte foi uma lesão grave no fígado devido a uma pisada forte, além de diversos traumatismos e fraturas.
Lionel confessou mais tarde que saltou sobre a menina a partir da escada. Ele foi condenado à prisão perpétua sem direito a liberdade condicional em 2001, mas a sentença foi anulada com a alegação da defesa de que não foi concedida uma audiência sobre a competência mental de Tate. Ele foi libertado em 2004, com 10 anos de liberdade vigiada.

Barry Dale Loukaitis

No dia 2 de fevereiro de 1996, a Frontier Middle School foi devastada por uma ocorrência com tiros e reféns. Barry Dale, de 14 anos, atirou em três pessoas que estavam em uma aula de álgebra, sendo dois alunos e um professor. Testemunhas contam que ele estava em estado delirante e “profetizador” antes dos tiros.
Ele estava vestido como um pistoleiro do Velho Oeste e armado com um rifle e duas pistolas, que pertenciam ao seu pai. Barry vinha de um histórico de doenças mentais e problemas disfuncionais em sua família.
De acordo com a investigação, Barry foi influenciado pelo videoclipe da música “Jeremy”, do Pearl Jam, em que um jovem problemático comete suicídio na frente de seus colegas e professores. Também foi relatado que ele disse: “Isso com certeza é melhor do que álgebra, não é mesmo?”, enquanto via os seus colegas em pânico, sendo uma referência de um filme de Stephen King. Barry está cumprindo prisão perpétua.

Craig Price

Joan Heaton, de 39 anos, e suas duas filhas, Jennifer e Melissa - 10 e 8 anos, respectivamente -, foram encontradas sem vida, encharcadas de sangue e brutalmente assassinadas em sua casa em 4 de setembro de 1989. Eles foram esfaqueados tão ferozmente que a faca quebrou no pescoço de Melissa. A polícia informou que Joan tinha cerca de 60 facadas, enquanto as meninas tinham cerca de 30.
As autoridades acreditam que um roubo foi o principal motivo do suspeito ter entrado na casa. A faca utilizada foi da cozinha dos Heaton e as mulheres tinham, possivelmente, pego o suspeito em flagrante e lutaram contra ele. Acreditava-se também que o ladrão deveria ser alguém da vizinhança de Heaton, e que teria obtido um corte ou ferida na mão, devido à força e o número de vezes que as vítimas foram esfaqueadas.
Craig foi flagrado pela polícia com um curativo em sua mão, mas disse que havia quebrado a janela de um carro. A polícia não acreditou em sua história. Eles investigaram-no e depois foi encontrado uma faca, luvas e outros itens com sangue quando vasculharam o quarto de Craig. Ele admitiu o crime e um outro assassinato que tinha ocorrido no bairro há dois anos. As autoridades já suspeitavam dele neste assassinato porque foi semelhante ao Heaton e tinha começado como roubo. Craig foi julgado e condenado antes de seu aniversário de 16 anos, e ainda está na cadeia.

Graham Young

Em uma determinada idade, Graham Young era fascinado por química, particularmente por venenos e seus efeitos sobre as pessoas. Seu interesse era sempre idolatrar assassinos como o Dr. Hawley Crippen, Palmer William, Adolf Hitler e outros. Young começou suas experiências com venenos quando tinha 14 anos.
Ele normalmente mentia sobre sua idade e explicava para o vendedor que precisava comprar o veneno para um trabalho escolar de química. Sua família e amigos foram suas vítimas. Seu pai, ao adoecer, inicialmente pensou que a doença era causada por algum tipo de vírus. Em seguida, a “aparente doença” atingiu sua esposa e filha. Todos sofriam de vômitos contínuos, diarreia e dores de estômago. Em 1962, a mãe da madrasta de Young morreu de envenenamento.
Uma vez ele se tornou uma vítima de seu próprio veneno quando ele comeu um alimento em que ele havia colocado veneno.Young foi preso quando seu professor investigou sua carteira uma noite depois da aula, com a suspeita sobre as experiências de Young . O professor descobriu venenos, notícias sobre prisioneiros famosos, e desenhos de pessoas morrendo.
Estas revelações levaram o professor a chamar a polícia. Young foi enviado a um clínica de segurança máxima, mas isso não o impediu de envenenar o pessoal do hospital e colegas de cela (um dos quais morreu). Seu conhecimento era tão amplo que poderia extrair cianeto de folhas de um arbusto de louro.
Young foi solto quando tinha 23 anos e foi morar com sua irmã. E continuou envenenando suas vítimas que na maioria das vezes eram colegas de trabalho. Young foi enviado de volta para a prisão e acabou morrendo lá mesmo.

Jesse Pomeroy

Jesse Pomeroy, nascido em 29 de novembro de 1859, em Charlestown, Massachusetts, foi citado como o mais jovem condenado por assassinato, em primeiro grau, na história de Commonwealth of Massachusetts. Pomeroy começou seus atos cruéis contra crianças, quando ele tinha 11 anos.
Ele havia pegado e prendido sete crianças em um local escondido onde ele usava uma gravata para torturá-los, usando também uma faca ou espetando pinos em sua pele. Ele foi capturado e enviado para um reformatório, onde ele deveria ficar até que ele tivesse 21 anos, mas foi solto depois de um ano e meio por bom comportamento.
Depois de três anos, ele havia mudado de mal a pior. Ele seqüestrou e matou uma menina de 10 anos de idade, chamada Katie Curran, e também foi acusado do assassinato de um menino de quatro anos, cujo corpo foi encontrado mutilado em Dorchester Bay.
Embora haja uma falta de evidências que podem ligar conclusivamente a Pomeroy a morte do menino, ele foi condenado pela morte de Katie, quando a polícia encontrou o corpo no porão da loja de roupas da mãe de Pomeroy. Ele foi condenado à prisão perpétua, e cumpria a pena em isolamento total. Morreu de causas naturais na idade de 72 anos em 1932.

Jon Venables e Robert Thompson

Jon Venables e Robert Thompson, ambos com 10 anos, foram os responsáveis pelo assassinato de uma criança de dois anos de idade em fevereiro de 1993. Por um segundo deixado na porta de um açougue onde sua mãe fazia compras, o garotinho Robert foi levado pelos dois meninos maiores que estavam matando aula pelo local.
Eles levaram a criança pequena para um lugar a três quilômetros do local do sequestro, onde jogaram tinta azul no olho do garotinho e o espancaram, deixando-o em um trilho de trem até a morte. Imagens de câmeras do bairro de onde a criança pequena foi levada mostraram os garotos com ele. Depois, a polícia encontrou vestígios da mesma tinta azul encontrada no corpo.
Os dois meninos de 10 anos ficaram sob custódia da justiça até os 18 anos, quando foram libertados sob sentença em 2001. Em 2010, Venables voltou para a prisão por violar os termos da sentença. O caso abriu um debate sobre as condenações de crianças criminosas na Inglaterra.  

Mary Bell

Mary Bell tinha apenas 10 anos quando ela matou a primeira vez. Voltou a assassinar com 11 anos. Suas vítimas foram dois menininhos, Martin Brown de 4 anos e Brian Howe de 3 anos. Houveram outras acusações de tentativas de estrangulamento dela contra quatro meninas. 
Nascida em um lar completamente desestruturado, era filha ilegítima de Beth Bell, uma prostituta de 17 anos de idade e mentalmente perturbada, além de ser ausente. Bell nunca chegou a conhecer seu pai. Mary e seus irmãos tratavam o padrasto, Billy Bell, como tio, pois assim a mãe dela receberia auxílio do governo. 
Durante a infância, Mary era constantemente humilhada pela mãe devido ao fato de urinar na cama. Betty esfregava o rosto da filha na urina e pendurava o colchão molhado ao lado de fora para todos verem. Beth também levou a filha para uma agência de adoção, mas não conseguiu que a filha fosse adotada. Beth aplicava castigos severos; nas inúmeras tentativas de se livrar de Mary, entupiu a menina de remédios fazendo com que Mary fosse parar no hospital para fazer uma lavagem de estômago. O mais perturbador para Mary era quando Beth permitia - forneceu o consentimento - que ela fosse abusada sexualmente, sendo forçada a participar dos jogos sexuais da sua mãe com os clientes diversas vezes. Isso tudo antes dela completar 5 anos de idade. 
Com isso Mary desenvolveu seu passatempo favorito: maltratar animais. Além disso, ela adorava espancar suas bonequinhas e não chorava quando machucava. Aos 4 anos tentou matar um coleguinha enforcado e aos 5 presenciou sem nenhum tipo de emoção o atropelamento de um outro amiguinho. Depois que aprendeu a ler ficou incontrolável. Pichava paredes, incendiou a casa onde morava e torturava animais com maior frequência.

E aí? Alguém conseguiu ler tudo? Vou ter pesadelos com essas crianças!

Fontes: 1 2 3 4 5