28/04/2017

Guardiões da Galáxia vol. 2: a força dos laços familiares

Não é segredo para ninguém que eu não sou uma grande admiradora de filmes de super-heróis: nada contra mas, sinceramente, os filmes do estilo saturaram há um bom tempo. Salvo exceções (vide Deadpool e Doutor Estranho) eu já nem faço questão de assistir às produções no cinema - e talvez nem depois. Guardiões da Galáxia foi um filme que assisti sem expectativa alguma e que me conquistou de cara: a trilha sonora, o bom humor e os personagens nada convencionais são uma combinação perfeita para mim. Quando surgiu a oportunidade de assistir o volume 2 logo depois do lançamento, eu não hesitei: topei, mesmo que a semana não estivesse das mais fáceis na faculdade. E olha... valeu a pena! 
Acredite ou não, esse guaxinim vai proporcionar alguns momentos emocionantes
O longa já começa mostrando a que veio: uma abertura com muita pancadaria e fofura por parte da coregrafia do baby Groot demonstra como o grupo adquiriu sinergia em seus movimentos, trabalhando juntos para derrotar os inimigos - e proteger a inconsequente arvorezinha, que parece achar uma ótima ideia dançar com um monstro gigantesco balançando seus tentáculos violentamente.
Mas é evidente que a união improvável de personalidades tão fortes e divergentes traria conflitos: o grupo de amigos está com sérias dificuldades de entender um ao outro e acabam se metendo em algumas furadas por causa disso. Um exemplo? Acho que ser perseguido por centenas de naves espaciais é um problema grande o suficiente.
Não sei lidar com o tanto que o baby Groot é fofo
É nesta situação que Ego, o Planeta Vivo, entra em cena com a inesperada revelação de ser pai de Quill - que decide acompanhá-lo com Gomora e Drax a fim de descobrir mais sobre sua origem. Mas é claro que a trama não para aí: em paralelo, acompanhamos Nebula - que está com sede de sangue, como sempre - em sua caçada à irmã; além da busca de Yondu, com intenções não lá muito boas, pelos Guardiões da Galáxia.
É por meio desses arcos narrativos que os personagens vão ganhar camadas de desenvolvimento: explora-se a relação Peter-Ego, Peter-Gomora, Peter-Yondu, Peter-Rocket e, como um possível gancho para o próximo longa, Gomora-Nebula. A construção dessas dinâmicas que vai dar o pano de fundo para o enredo, que trará importantes lições sobre o que é a família e a superação das adversidades pelo amor de um pelo outro.
Momentos de tensão no cinema x.x
A continuação não decepciona os fãs que conquistou e ouso dizer que até surpreende: como fui ao cinema sem nenhuma informação prévia sobre o roteiro (nem sequer assisti ao trailer) não esperava o foco sobre as relações familiares. Os alívios cômicos vieram nos momentos certos, sem exageros - o que, admito, era um medo real - mantendo intactas as cenas de ação frenéticas e a trilha sonora incrível que tanto amei no primeiro filme.



Lançamento: 27 de abril de 2017 | Duração: 2h16min | Direção: James Gunn | Gênero: Ação, Ficção Científica, Comédia | Nacionalidade: EUA