09/06/2017

Mulher Maravilha

a representatividade feminina e a importância do girl power

Mulher Maravilha
Vamos partir do princípio de que eu não conheço as HQs da Mulher Maravilha. Logo, fora os esporádicos episódios de desenho animado que eu assisti na infância e sua participação em Batman vs Superman, este filme foi de fato o meu primeiro contato com a heroína. Nessa postagem vou falar a minha opinião de leiga sobre o que eu vi no cinema, então não me odeiem caso eu comenta alguma gafe, ok? Bom, com isso claro podemos começar. 
O enredo traz a história da origem da Mulher Maravilha, mostrando uma Diana criança ansiosa por aprender a lutar e se tornar uma grande guerreira amazona como suas semelhantes. Anos mais tarde (e depois de muita mitologia nas telonas), Diana já é a melhor guerreira de Themyscira. As coisas começam a dar errado quando um acidente de avião nas proximidades da ilha culmina em um combate sangrento: o piloto, Steve Trevor, salvo do afogamento por Diana, estava sendo perseguido por tropas alemãs. Ao saber da Primeira Guerra Mundial e das milhares de pessoas feridas, Diana se sente impelida a seguir com Steve, devido à crença de ser a única capaz de acabar com o conflito.
Diana e amazonas
O longa, dirigido por Patty Jenkins, é o primeiro solo de uma heroína desde Elektra, em 2004 - e só por aí já dá pra ver a importância que ele tem. Mulher Maravilha não é apenas mais um filme de super-herói: ele se propõe a discutir temas polêmicos e mais atuais impossíveis, questões que já deviam estar sendo trabalhadas há tempos mas que só agora começam a ganhar espaço em diferentes mídias. 
Sim, estou falando do feminismo. Do protagonismo da mulher. De quão badass nós podemos ser: inteligentes, fortes e independentes - e ainda ter sensibilidade o suficiente para amar, ter empatia e sermos gentis com as pessoas ao nosso redor. O filme tem muita ação (cenas magníficas, usando e abusando do slow motion!) mas ainda arruma tempo para passar a mensagem: o girl power chegou para ficar e, querido... #machistasnãopassarão.
BADASS!
Como deu para perceber, eu fiquei realmente emocionada com o filme e com a representatividade que ele traz consigo. Contudo, deixando essa comoção de lado, também sinto a necessidade de ver Mulher Maravilha como qualquer outra produção: tem seus pontos fortes (vide essa fotografia arrasadora) e seus pontos fracos - e sinto em dizer que os últimos quase arruinaram toda a minha experiência com o filme. O próximo parágrafo vai ser cheio de spoilers então pule ele inteiro se quiser evitar, ok?

- Início do Spoiler -

Eu fiquei com raiva do relacionamento da Diana com o Steve. E não é porque eu não acho que deveria ter acontecido, pelo contrário! Acho que as interações dos dois traziam à tona muito da humanidade da protagonista, e um lado dela que não conheceríamos se não fosse por ele: o bom humor, a ingenuidade, a pureza. No entanto, duas coisas me irritaram profundamente: o salto repentino que o relacionamento deles dá de um dia para o outro e, mais importante, a ruptura que essa relação significou na construção da personagem. Eu explico: Diana foi apresentada ao espectador, durante todo o filme, como alguém com uma empatia enorme - ela se preocupa com todos e não quer causar sofrimento a ninguém, nem mesmo àqueles que a atacam. E, no momento decisivo para a personagem, toda essa característica central de Diana foi diminuída ao amor de um homem. Tinha tanto mais a explorar ali! Tantos sentimentos nobres que poderiam ter ajudado naquela decisão... mas ela se lembrou só do cara. 😞

- Fim do Spoiler -

Gal Gadot, mulherão da porra
MULHERÃO DA PORRA
Retomando para quem pulou o spoiler: o relacionamento de Diana com outros personagens não foi tão bem trabalhado quanto eu gostaria e, na minha opinião, houve uma falha de "fidelidade" à construção da personagem. Outro fato que eu poderia citar como negativo é a falta de desafios: a Mulher Maravilha é simplesmente forte demais - o combate final acabou parecendo muito fácil e não dando uma real sensação de perigo para a nossa heroína. 
Mas, se for parar para pensar, minhas críticas se resumem a queria mais. O conteúdo do longa é tão rico que vejo um potencial muito maior do que o que foi explorado - gostaria de ver mais das amazonas, gostaria de ter visto mais diálogos e laços se formando, gostaria de mais aventura e ação. Eu quero mais da Mulher Maravilha e, sinceramente, não tenho muito mais a dizer além de: incrível.
Mulher Maravilha, Steve Trevor e amiguinhos

Lançamento: 01 de junho de 2017 | Duração: 2h21min | Direção: Patty Jenkins | Gênero: Ação, Aventura, Fantasia | Nacionalidade: EUA

4/5 - ótimo!