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05/01/2018

7 motivos para maratonar The End of The F***ing World

Não lembro bem onde vi o trailer da mais nova série original da Netflix, The End Of The F***ing World - mas lembro bem que o interesse foi instantâneo. Afinal, não é todo o dia que vemos um auto-declarado psicopata se apaixonando pela atrevida (e um tanto quanto boca suja) vítima. Um pouco de humor negro faz bem para a alma, sabe como é? Decidi aproveitar que o lançamento é recente para convencê-los a parar tudo o que estiverem fazendo nesse exato momento para maratonar essa m***a de seriado. 
Um detalhe: vai ser um desafio interessante encher essa postagem de palavrões.

É rápido pra c***lho

O primeiro motivo não poderia ser outro, considerando que foi o que acabou me convencendo a maratonar assim que vi que estava disponível: os episódios são curtos, em torno de vinte minutos cada e são apenas oito. Isso dá, em uma conta meio preguiçosa, duas horas e meia de seriado - é praticamente um filme! O interessante é saber que, se fosse mesmo em formato de filme, eu provavelmente teria preguiça de assistir e enrolaria por algumas semanas...

Essa P***A não faz sentido NENHUM!

Se eu acabar conseguindo te convencer a dar uma chance pro seriado, devo avisar que vai se deparar com um certo nível de nonsense: as situações que os personagens vivem não estão próximas da vida real, elas ocorrem de formas comicamente impossíveis e, de certa forma, isso contribui para que o ritmo da série se mantenha ao mesmo tempo frenético e leve - a falta de sentido faz com que as mensagens propostas sejam passadas sem que o clima fique pesado...

Crescer é difícil pra c***te

...justamente porque o foco da trama não é acompanhar dois jovens fugindo de suas vidinhas medíocres e os obstáculos que eles encontram pelo caminho. The End Of The F***ing World é sobre a caótica fase da adolescência, em que você não sabe quem é nem como responder ao mundo externo. É sobre o doloroso processo de amadurecimento, em que você tem que tomar decisões que darão fim às coisas como você as conhece - apenas para dar espaço a novas descobertas e modos de ser. Um espectador minimamente atento vai perceber muito claramente momentos decisivos na construção, desenvolvimento e aprofundamento dos personagens: são pequenas ações que mudam tudo.

Tem muita coisa errada nessa m***a

Se você me acompanha há algum tempinho, já sabe: obras com críticas sociais têm um espaço especial no meu coração. Me satisfaz dizer que o seriado preenche esse quesito, trazendo à pauta situações que todos tomam como "normais" - mas que devem ser repensadas e discutidas todos os dias. Entre comentários pontuais e tramas que desenrolam por vários episódios, surgem questionamentos sobre homofobia, abuso sexual, relacionamentos abusivos, abandono paterno e, acima de tudo, como a falta de estrutura familiar pode abalar o psicológico em diferentes níveis... são fatos recorrentes na atualidade que, embora expostas de uma forma um tanto caricata durante os episódios, precisam ser vistas e solucionadas. 

Vá se f***r

Alyssa e James são extremamente diferentes: a única coisa que os une, a princípio, é a dor que cada um carrega e que tem consequências visíveis em como eles lidam com o mundo ao redor. James acredita ser um psicopata e seu objetivo atual é matar algo maior do que animais; Alyssa, por sua vez, apresenta alguns traços de sociopatia e só quer ir embora daquela tediosa cidade em quem nada acontece - custe o que custar. É interessante observar a dinâmica dessa dupla: enquanto James se fecha para estímulos exteriores, Alyssa segue a filosofia de que o ataque é a melhor defesa... Mas no final das contas são apenas dois desajustados que sofrem as consequências de uma família disfuncional e que precisam de ajuda. O contraste entre esses personagens faz a beleza do seriado, observar o quanto um aprende com o outro e como, às vezes, tudo o que precisamos é de alguém que nos aceite como somos para tentarmos ser melhores.

Que p***a de final foi esse?

Prepare-se, pois quando subiram os créditos do último episódio eu fiquei por alguns minutos encarando a tela sem saber bem o que fazer. Foi difícil processar a cena final, mais complicado ainda de aceitá-la e entender o desenrolar do que eu vi... Mas é simplesmente perfeito. Súbito e memorável, intrigante. Não sei se existe intenção de uma segunda temporada mas eu sinceramente preferiria que terminasse desse jeito, por mais sofrido que ele tenha sido. 

Trilha sonora de b***a

A fotografia e a trilha sonora são um show à parte, ambientam o espectador naquele cenário, envolve no enredo. Recomendo que ouçam essa p***a de playlist:

Consegui convencer vocês? Me contem o que acharam do seriado nos comentários! E, caso precisem de motivos extras para assistir, conversem comigo pela redes sociais (:

VOA, LIBELINHA
VOA 🙘

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