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12/02/2019

Jogos para zerar em uma sentada

Jogos para zerar em uma sentada
Assim como terminar um livro, zerar um jogo é sempre uma experiência incrível, seja pela história na qual você se implicou ou pela conquista quando a dificuldade elevada. Mas existem também aqueles que te colocam em um outro mundo por um espaço relativamente curto de tempo ⎼ não muito mais que um filme grande, por exemplo ⎼, e a imersão é tanta que você é capaz de repetir o jogo só para experimentar um pouquinho mais daquele mundo tão fascinante. Falaremos aqui hoje sobre três jogos desse último tipo que me marcaram especialmente. Não são os melhores da categoria nem mesmo os mais famosos, mas com certeza valem seu tempo numa tarde despretensiosa na qual você esteja procurando por algo diferente e maravilhoso.

É tudo questão de perspectiva

Perspective (DigiPen Institute of Technology, 2012)
Perspective é um pequeno jogo lançado gratuitamente em dezembro de 2012 e desenvolvido pelo DigiPen Institute of Technology ⎼ uma universidade estadunidense que forma desenvolvedores de jogos em todos os sentidos, desde programação até animação e engenharia de computadores.
Não é atoa que essa obra recebe o adjetivo de pequena: um jogador mais sagaz pode terminar o joguinho em cerca de duas horas, se não menos. O que o jogo peca em tamanho ele acerta em cheio na trilha sonora (em relação a qual eu sou totalmente suspeito para opinar): todas as músicas bebem fartamente do melhor que o estilo cyberpunk tem a oferecer, sem nunca se distanciar do clima calmo que toda a atmosfera do jogo proporciona. Além disso, o jogo conta também com uma versão de tirar o fôlego da Sonata ao Luar, de Ludwig van Beethoven, que sem dúvida alguma vale conferir por si só.
Além da trilha sonora, outro ponto forte do jogo é a proposta em si: um personagem sem identidade aparente pulando de plataforma em plataforma com o objetivo de chegar ao final ⎼ como em jogos de franquias famosas como Mario Bros. ⎼ mas com o grande diferencial de que o jogador deve controlar sua própria visão do cenário, alterando toda a disposição de plataformas conforme muda sua perspectiva. Sem dúvida é uma obra que vale a pena conferir no tempo livre do trabalho ou estudo.

Pequenos heróis, grandes consequências

Tiny & Big in Grandpa's Leftovers (Black Pants Studio, 2012)
Tiny & Big in Grandpa's Leftovers (ufa) é uma boa amostra do que o mercado dos jogos indie têm a oferecer. Desenvolvido pelo Black Pants Game Studio e lançado em junho de 2012, conta a história de Tiny, que busca desesperadamente pela herança mais preciosa que seu avô lhe deixou, uma cueca. A tal da roupa íntima foi roubada por Big (não é mencionado o parentesco dos dois, mas é evidente durante o gameplay que o herói e o antagonista são próximos), e ele agora foge o mais rápido que pode, com a ajuda dos poderes estranhos e misteriosos concedidos pela cueca ⎼ não importa quantas vezes eu diga, nunca deixa de ser estranho mencionar que o enredo do jogo gira em torno de uma peça de roupa íntima masculina.
Apesar da história um tanto quanto irreverente, a obra acerta e muito em outros aspectos. O primeiro deles é a música, que combina na medida certa com o tom descontraído do enredo e incentiva o jogador a escutar com calma, uma vez que a trilha sonora é obtida por fitas cassete colecionáveis cenário afora. O segundo ponto forte do jogo ⎼ e esse foi o aspecto mais aclamado de toda a obra   é a mecânica de interação com o cenário: Tiny dispõe de um laser que corta pedras, de um lança foguetes e de um gancho atirável, tudo feito para dar total liberdade ao jogador de como atravessar as fases. Você pode cortar ali, puxar acolá, e tudo é feito para que você nunca jogue o jogo da mesma forma duas vezes (aliás, atravessar os cenários diversas vezes pode lhe proporcionar entradas escondidas e colecionáveis interessantes!). Apesar de possivelmente rápido ⎼ você pode terminar a obra em cerca de duas ou três horas ⎼, Tiny & Big é muitíssimo bem aproveitado quando com minúcia, algo que eu recomendo fortemente.

O fim nunca é o fim nunca é o fim nunca é o fim nunca é...

The Stanley Parable (Galactic Cafe, 2013)
The Stanley Parable é sem dúvida o mais conhecido dos jogos que vou abordar aqui hoje. Tendo sua ideia original já posta em prática em meados de 2011 porém lançado oficialmente apenas no final de 2013 pela equipe da Galactic Cafe. Sua proposta é simplista e ao mesmo tempo complexa até demais: você controla um homem chamado Stanley, que trabalha apertando botões específicos, em ordens específicas e em momentos específicos em um teclado de computador, até que um dia todos os seus colegas de escritório somem e ele decide explorar o prédio em busca de respostas.
O enredo gira em torno de uma crítica forte à narrativa dos jogos atuais, e não economiza quando o assunto é quebrar a quarta parede ou até fazer referências sutis a outros jogos ou até a si mesmo. É extremamente filosófico e conceitual, abordando de forma cômica o sentido da vida e da própria existência. Quem meio que comanda a ação é o narrador, que introduz a coisa toda e (obviamente) narra tudo que Stanley faz ⎼ ou deveria fazer, pois ao jogar você tem total controle sobre seguir ou não aquilo que o locutor anuncia. É divertidíssimo ver a desaprovação da voz quando você não segue suas expectativas de forma alguma, e acaba que o narrador em si se torna o personagem mais interessante de toda a obra.

O que acredito ser mais atrativo nesses jogos é que eles podem muito bem ser jogados com pressa ou apreciados lentamente. O fator replay dos três é forte e entrar em algum deles depois de meses sem jogar pode (e provavelmente vai) lhe proporcionar novas e incríveis experiências.

Ufa! Ainda estão por aí? Vocês também gostam de jogos rápidos? Já jogaram algum desses da lista ou conhecem algum outro desse tipo? Me digam nos comentários!
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