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Fiquei algum tempo olhando para a tela e pensando o que alguém poderia querer saber sobre o autor de um blog ⎼ especialmente quando eu já me revelo tanto em cada uma das minhas postagens. Mas se você, querido leitor, está nessa página é sinal de que você ficou curioso sobre alguma coisa... E eu vou tentar responder suas perguntas, porque sou um livro aberto (embora escrito em um idioma que poucas pessoas compreendem de fato).
Nasci em um dezembro que, imagino, devia ser tão quente e úmido quanto todos os outros. Sou sagitariana com ascendente em sagitário ⎼ intensidade, liberdade para ser e alegria de viver são coisas muito presentes em mim, por mais que eu tenha passado por momentos muito sombrios nos meus poucos anos de vida. Minha lua em aquário garante que eu seja pelo menos um pouco racional e pé no chão ⎼ especialmente quando se trata de sentimentos e emoções, meus e dos outros. Pode parecer prepotente, mas eu me julgo uma pessoa muito empática: não sei se isso se deve ao fato de cursar psicologia ou se me atraí por essa carreira em específico devido a essa característica, mas costumo sempre tentar ver as situações por todos os pontos de vista... E isso nem sempre é bom, porque acabo por justificar as ações das pessoas e perdoá-las sem guardar mágoas ⎼ mesmo quando não deveria. Uma tradução livre disso tudo é que eu sou extremamente trouxa.

❝As histórias nunca têm fim, Meggie❞, ele lhe dissera uma vez, ❝embora os livros gostem de nos enganar a respeito. As histórias sempre continuam: não terminam com a última frase, assim como não começam com a primeira.❞ 
⎼⎼ Sangue de Tinta, de Cornelia Funke

O primeiro livro que li na vida foi Aventura no Império do Sol, de Silvia Cintra Franco ⎼ foi presente de um senhor que, nas memórias de uma garotinha de cinco anos, parecia velho demais. Ele era o dono de um sebo em Belo Horizonte que suspeito se chamar Amadeus (lembro que o nome me intrigou, porque eu achava esse um nome estranho para uma livraria ⎼ parecia coisa de igreja amar à deus). Já antes disso eu me aventurava no mundo dos jogos. Meu pai era um entusiasta e acabou levando a família inteira: sempre tive console em casa e só deixou de ser meu passatempo favorito depois que me apaixonei pela leitura. Meu jogo favorito é Kingdom Hearts, pela nostalgia. Atualmente, morando sozinha e sem condições financeiras de continuar sustentando o vício, me distraio com alguns jogos de computador (League of Legends desde 2013) e com muito RPG. Minha primeira campanha foi solo porque tenho muita dificuldade com timidez e eu usei a chance para dar vida à protagonista do meu livro ⎼ algum dia conto mais sobre isso.
Eu sou sommelier de vinho barato ⎼ meu namorado e eu já experimentamos todas as opções abaixo de quinze reais até encontrar o perfeito para acompanhar nossas sessões. Mas, na falta, a gente lida muito bem com o bom e velho bolo com café. Inclusive, eu sou movida à café e já deixo por aqui a dica: adocem com rapadura e coloquem um pouquinho de canela junto com o pó na hora de passar. Fica uma delícia! Em 2018, decidi que me tornaria vegetariana como ato político ⎼ meu corpo resolveu colaborar com a resolução e desenvolveu uma alergia de pele estranha a qualquer tipo de carne: ficou relativamente mais fácil me manter firme na escolha depois que voltar atrás consistia em uma pele extremamente oleosa e cheia de acne. Também foi depois disso que comecei a me aventurar na cozinha e descobri que eu adoro testar receitinhas que não tirei de nenhum outro lugar senão da minha cabeça: meus temperos favoritos são chimichurri e cominho, embora a pimenta-do-reino não fique muito atrás.

❝Talvez atrás da história impressa haja uma outra, muito maior, que se modifica como acontece no nosso mundo. E talvez as letras não nos revelem mais do que aquilo que vemos quando espiamos pelo buraco de uma fechadura. Talvez elas sejam somente a tampa de uma panela que contém muitas coisas.❞ 
⎼⎼ Coração de Tinta, de Cornelia Funke

Não sou muito boa com isso de assistir filmes e séries: por incrível que pareça, não tenho muita paciência pra ficar algumas horas encarando uma telinha ⎼ embora seja capaz de passar o dobro desse tempo virando páginas. Também não sou muito boa em lidar com pessoas em situações de interação social... costumo ficar mais calada e isso já foi motivo para terem uma impressão errada de mim. Acontece que eu lido bem melhor com coisas que eu posso fazer sozinha ou com companhias que não invadam a minha tão prezada solidão ⎼ ou minha sagrada organização. Eu posso parecer um tufão de vez em quando e deixar todos os lugares por onde eu passo uma bagunça (é o que final de semestre faz com a gente), mas pode ter certeza de que assim que a poeira baixar eu vou voltar colocando tudo milimetricamente em seu devido lugar ⎼ males de ser obsessiva, creio eu.
Literalize-se é um projeto relativamente recente ⎼ nasceu no dia primeiro de abril de 2017, e isso não é uma mentira ⎼ mas minha mania de blogueira remonta há muito antes disso. Quando tinha meus doze anos, criei o Paraíso da Leitura que, embora tenha começado como um site de download de pdf de livros, acabou sendo meu primeiro espaço para compartilhar experiências literárias. No entanto, eu já não estava me identificando com o nome: sentia que era limitado e limitante, que eu não poderia ser completamente eu, só parte. E eu queria mais. Queria que esse cantinho tão especial e presente na minha vida se tornasse algo como uma extensão de mim mesma: foi assim que decidi por começar de novo e o resultado é o que vocês vêem aqui hoje ⎼ um pedacinho da minha alma.

É muito difícil falar sobre si mesmo, especialmente de uma só vez assim.  Se quiserem descobrir mais sobre a minha pessoa, vocês podem navegar pelo blog ou ler essas postagens que revelam um pouco mais quem eu sou:

@literalize.se

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